terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Em nosso leito
sonham mundos

desenham-se Seres
ao som arpejante
do louco gemido
de prazer contido,
aprisionado para além de mim,
de ti,
de nós...

Espero-te no sonho
que é a vida
na vida que é o sonho
pois lá viveremos o nosso Amor

O Encoberto
Então sou o sonho que é sonho,
e tu és meu sonho que é sonho,
e a sonhar vivemos,
na eterna mudança
de sonhar a viver...

O Encoberto

Pessoa é mestre...
eu sou apenas a sombra sombria
de um existir inexistente...
Em mim apenas vive a vontade
de (re)nascer poeta e poesia...

O Encoberto

Do teu beijo...

Gostei e sonho
com ele,
desejo sentir o teu respirar,
o veludo dos teus lábios,
o mar doce/salgado que inunda em ti...

O Encoberto

Nem sempre estou inspirado...
por vezes a poesia não flui...
a falta de amor,
a saudade do futuro secreto
que habita em nós,
leva me a perder-me na noite escura,
viver na esperança de sentir
o doce e suave habitar secreto

O Encoberto

Adoro escrever no teu corpo,
em ti,
todas as palavras
todas as letras
todos os sentimentos
que inundam de minh´Alma
de desejo por Ti.

O Encoberto

Dou-te todo o meu calor,
num beijar tórrido,
penetro em ti
o calor mediterrâneo
que da ocidental praia Lusa
nasce no raiar de cada manhã...

O Encoberto

Pediste-me um
poema,

Poema incógnito,
cego,
misterioso...

Mágico na sua essência
no deleite
do nosso prazer...

Neste Castelo do sonho,
onde te avisto
para além da vista,
sinto-te,
desejosa,
ardente,
fogosa,
de um desejo por
descobrir,
de um desejo por cumprir.

No teu ventre
escrevo,
pinto-te de prazer,
de mel te cubro,

de palavras simples,
aguçadas por ti,
te escrevo,

desejando o mais
além

o sonho deitado,
de pé
ou sentado

sempre junto
em ti,

de prazer nos cubro,
pinto,
esculpo,

desenho-te nua,
despida,
desejosa d´algo
em ti

algo, forte
vigorante
que te preencha,
encaixe
em ti...

Penetro-te
pela língua,
pela voz
poesia.

Penetro-te forte,
intenso
sem esperares,
fundido-me a ti,

nossos corpos
misturam-se,
cúmplices
de prazer,
um no outro,

beijo-te o Mundo
o teu Todo,

desejo-te possuir,
penetrar tu´Alma
teu Ser,

que te venhas em
mim,
que me venha
em ti,
no teu peito,
no teu rosto
ardente de prazer...

O Encoberto

Espero pintar em ti
algo mais que mágico
espero que essa magia
percorra nossos corpos
e se una no clímax da vida

Quero explodir no teu monte
de Vénus
quero sugar os teus lábios,
beijar teus seios,
e penetrar-te até ao infinito...


O Encoberto

Clamas por mim
pela misericordiosa
estocada...

pelo prazer penetrante,
pelo saciar do desejo
que arde em mim

imploras lentamente
pelo roçar do corpo,
pelo suave aroma virginal

que irrompe em ti

no teu leito
no teu(s) seio(s)
no teu ventre

esperando o magma
ardente da erupção,
do clímax profundo
da união de dois Seres...

O Encoberto

Minha pena
penetra-te
ao prazer da poesia,
da doce melodia
de um profundo
gemido,

do suar constante
de corpos unidos,
Fu(n)didos de Prazer...


O Encoberto

E, penetro-te nesta loucura,
que envolve nossos corpos,
ardentes de desejo
de desejo por consumar
em redor de um beijo Teu...


O Encoberto

Quero que te deleites,
nua,
de prazer extasiante,
de luxúria dançante
do teu corpo a baloiçar
nos braços do desejo...


O Encoberto

Meu falo geme de
dor a cada
dentada
saboreada nos
teus carnudos lábios...

lágrimas saem e
entram em ti,
num ritmo incessante
num ritmo sem fim,
onde te possuo
para além da dor
ou do amor,

para onde te tenho
por inteira

nua, no teu leito
gemendo,
gritando,
de um prazer
clamoroso,
na reunião de
dois seres.


O Encoberto

Moldo o barro
com o cinzel do desejo...

Ao suave percorrer
de teu leito,

onde o tacto é
sentido,
onde o amor é
intenso
e incendeia
de desejo
o teu regato do amor


com o pincel no teu rosto,
pinto-te de prazer,
de cores mil,
apaixonado orgasmo
que do rio
mar fizeste,
que transbordaste meu
pincel,
de tinta
para te pintar...


O Encoberto

Deixaste-me extasiado de desejo,
de vontade de te escrever,
de te ter e poder,
descrever-te a cada passo,
começando pela ponta dos teus cabelos
até a milionésima parte de ti...

Inspiras-me profundamente,
preenches-me de vontade,
de desejo,
de sonho acordado...

Adorei o teu beijo,
foi com a suave brisa
a tocar-me os lábios!

O Encoberto

Em mim rola
o mar sem fim,
corre a espuma ardente do desejo,
do raiar profundo
de um mar revoltoso,
intenso e
com vontade de te ver...

O Encoberto

...sobre as curvas do teu corpo,
escrevo as adversidades da vida,
sobre o teu coração palpitante,
escrevo a minha vontade de te possuir
por inteiro,
neste sonho que é dia,
neste dia que é sonho...

O Encoberto

O forte falo penetra
num sonho de noite molhada...

Sobre os doces lábios
repousa,
o sonho, a vida desejosa

de te querer sentir,
húmida,
quente e salgada

onde o monte venusiano
anseia pelo vulcão profundo,
erguido das entranhas,
forte e quente,

sobre teus lábios penetro,
estocando até ao fundo
onde fluidos se misturam,
onde corpos se fundem,
no andrógino Ser
que tudo-mundo!

O Encoberto

A vontade de te ter
aumenta a cada dia

A saudade do futuro
aperta-me o peito
a saudade de te ter,
sem nunca te ter tido...

A saudade de sonhar
contigo,
em ti,

no leito deitado
onde nossos corpos se fundem
ao som de um doce beijar...

O Encoberto

No céu do sonho
ergue-se nu
teu peito...

No sonho desejo a lua para te ver,
o sol para te sentir
o mundo para te ter...

...onde o Vesúvio arde e expele
o sémen da terra...

onde meu vulcão ferve
às minhas mãos...

desejoso de ti,
de teu peito,
de teu colo e ventre,
do busto amarrado ao corpete vermelho...

desejo-te monte venusiano,
onde nossos corpos se tocam e preenchem
os a ardente lava da minha vida
se projecta sobre ti...

...quente, ardente e doce...

O Encoberto

A Vida faz-se de sonhos...
O sonho de mitos...
De forma...sentidos...
de máscaras (personas),
rostos,
Sombras...

O meu nome é "Encoberto",
pelo mito que não o sou,
mas pela Verdade das minhas verdades...

Honro o Fado nocturno
em profundo Luar

O Encoberto

(Re)Nascimento

Um Poeta é Ser de muitas faces,
facetas e tretas,

Um Poeta é estado d´Alma,
É criança inconsciente
em velho acabado...

A face oculta do Encoberto
vela a sabedoria herdada dos antigos mestres,

Esta pobre alma caiu em submersa escuridão,
que apenas no raiar luar desperta e

Regressa para a partilha poética...

O Encoberto